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Bens tombados no município

CAPELA DE NOSSA SENHORA DO PILAR

 

Erguida 1714 pelo Capitão-Mor Antônio Corrêa de Lemos e abençoada pelo Frei Pacífico, no dia 25 de março de 1714. A capela constitui-se em importante exemplar arquitetônico do século XVIII. De pequenas dimensões, apresenta em sua elevação frontal uma torre, acréscimo feito em 1809, e, no trecho que corresponde à nave, apenas uma porta, com verga em arco pleno. Lateralmente, a fachada apresenta uma varanda reentrante, típica das construções bandeiristas. A edificação chegou até os dias de hoje praticamente inalterada.

 

Ano: 1975

Regime: Definitivo

Esfera: Estadual

Tipologia do bem: Edificação

Órgão colegiado: Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo)

Homologação: José Ephim Mindlin

Órgão homologador: Secretaria de Estado da Cultura

Proprietária: Mitra Diocesana da Santo André

Resolução: não consta numeração

CONJUNTO FERROVIÁRIO DE RIBEIRÃO PIRES

 

O Conjunto Ferroviário de Ribeirão Pires foi implantado ao longo da antiga São Paulo Railway, posteriormente denominada Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, a primeira linha ferroviária em território paulista, que conectou o planalto ao litoral. O conjunto, composto por Estação, Armazém e Vila Ferroviária, representa o período de consolidação da companhia e promoveu o desenvolvimento da região. As tipologias arquitetônicas refletem o partido adotado pelos ingleses nas primeiras construções ferroviárias de São Paulo, com a introdução de novas técnicas como a alvenaria de tijolos e o ferro fundido. Sua vila registra a forma de moradia associada ao segmento de ferroviários e mantém o valor simbólico para a compreensão do conjunto de estações ao longo da linha.

 

Ano: 2011

Regime: Tombamento definitivo

Esfera: Estadual

Tipologia do bem: Edificação ferroviária

Órgão colegiado: Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo)

Homologação: Andrea Matarazzo

Órgão homologador: Secretaria de Estado da Cultura

Proprietária: União

Resolução: SC-89, de 18 de outubro 2011

MOINHO FRATELLI MACIOTTA (FÁBRICA DE SAL)

 

Planejado em 1898 e inaugurado no ano seguinte pelo engenheiro italiano Federico Maciotta, o "Moinho de Ribeirão Pires" foi a primeira unidade moageira movida por tecnologia de cilindro frio no Estado de São Paulo e a primeira indústria da futura região do Grande ABC. Abrigou diversas indústrias, como a de adubos e a de refinaria , tornando-se mais conhecida como "Fábrica de Sal" em razão do Sal Rodolpho Valentino, ali produzido por mais de 50 anos. É um bem cultural emblemático e testemunho edificado da formação urbana de Ribeirão Pires.

 

Ano: 2018

Regime: Tombamento definitivo

Esfera: Estadual

Tipologia do bem: Edificação industrial

Órgão colegiado: Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo)

Homologação: José Luiz Penna

Órgão homologador: Secretaria de Estado da Cultura

Proprietária: Prefeitura da Estância Turística de Ribeirão Pires

Resolução: SC-15, de 26 de fevereiro de 2018

CASA DE HERBERT RICHERS

 

Construída em 1957 pelo produtor de cinema Herbert Richers, a casa foi inicialmente pensada para seus pais, Guilherme Richers e Maria Luísa Wulfes, habitarem. No entanto, em 1968 e 1969, foram gravadas tomadas para dois filmes: Papai Trapalhão e Golias contra o homem das bolinhas, respectivamente. A gravação mobilizou toda a cidade, que possuía apenas 20 mil habitantes na época. Participaram do filme dois atores mirins da cidade e a mobília foi patrocinada pela loja de móveis de Ricardo Nardelli. A promoção dos filmes foi ampla e contou com a participação das autoridades locais e do Ribeirão Pires Futebol Clube, além do elenco do filme.

 

Ano: 2017

Regime: Tombamento definitivo

Esfera: Municipal

Tipologia do bem: Edificação civil

Órgão colegiado: Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural e Natural

Homologação: Adler Alfredo Jardim Teixeira (Prefeito)

Órgão homologador: Gabinete do Prefeito

Proprietária: CEM Administração e Participações S.A.

Resolução: Decreto Municipal 6.770, de 20 de outubro de 2017

Processo: 2.268/2015 e 3.359/2015

BAR DA ESTAÇÃO

 

O Bar da Estação é um dos últimos exemplares de toda a Estrada de Ferro Santos a Jundiaí. Elemento obrigatório nas estações de metrópole e subúrbio, foi construído no começo dos anos 1930, por Jacyntho Gasperini, imigrante de Trento (Itália), que chegou a ter fábrica de cerveja no Brasil. Desde sua inauguração, o singelo bar foi testemunha de várias gerações, que fizeram uso dele como ponto de encontro para os moradores da vila ou para visitantes, que aguardavam a chegada do trem ou desembarcavam na cidade. Tomar um café no bar do seu Jacyntho era praticamente obrigatório. Com o passar dos anos, o barzinho resistiu à modernização e manteve-se praticamente inalterado. Hoje, é uma edificação charmosa no Conjunto Ferroviário de Ribeirão Pires, tombado pelo Estado em 2011.

 

Ano: 2018

Regime: Tombamento definitivo

Esfera: Municipal

Tipologia do bem: Edificação ferroviária

Órgão colegiado: Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural e Natural

Homologação: Adler Alfredo Jardim Teixeira (Prefeito)

Órgão homologador: Gabinete do Prefeito

Proprietária: CPTM - Companhia Paulista de Trens Metropolitanos

Resolução: Decreto Municipal 6.796, de 19 de janeiro de 2018

Processo: 3.627/2016

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